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14 de jul. de 2015

O dia a dia da Tijuca: boteco, família, escola e pedestres

No Rio de Janeiro dos espetáculos e dos megaeventos, a Tijuca mantém a tradição e se destaca como uma região cuja rotina é basicamente aquela de um bairro na acepção da palavra: famílias frequentando as praças e calçadas, estudantes uniformizados saindo das escolas, os botecos de sempre, que congregam desde beberrões a comensais, o vaivém daqueles que utilizam os transportes de massa, a caminhada matinal sob a luz do sol carioca. Neste ensaio fotográfico, é um pouco do dia a dia tijucano que entra em foco.

Bar na Rua Conde de Bonfim, entre as ruas Dona Delfina e Uruguai (Créditos: Pedro Paulo Bastos).

Bebês se entretêm no parquinho da Praça Xavier de Brito (Créditos: Pedro Paulo Bastos).

Avó e neta, de patinete, na Praça Xavier de Brito (Créditos: Pedro Paulo Bastos).

Não há praia na Tijuca, mas a Saenz Peña quebra um galho (Créditos: Pedro Paulo Bastos).

Rua Campos Sales com Haddock Lobo (Créditos: Pedro Paulo Bastos).

Pausa para as notícias do dia, no Largo da Segunda-Feira (Créditos: Pedro Paulo Bastos)

Alunas do Pedro II passeiam pela Rua Oto de Alencar (Créditos: Pedro Paulo Bastos).

Caminhada matinal pelo alto da Rua Sabóia Lima (Créditos: Pedro Paulo Bastos).

Tijuca, bairro residencial de uma grande metrópole (Créditos: Pedro Paulo Bastos).

29 de set. de 2014

Tradição no ensino primário tijucano: a Escola Soares Pereira

Tradição na educação pública tijucana: a Escola Soares Pereira, inaugurada em 1927 na Muda

Espectadora dos passeios de charrete e do cooper matinal e noturno dos tijucanos ao redor da Praça Comandante Xavier de Brito, a Escola Soares Pereira é uma dessas arquiteturas esplendorosas do nosso bairro capaz de deixar qualquer um encantado com a sua discrição e beleza. O estado de conservação, entretanto, deixa a desejar, especialmente pelas pichações.

Avenida Maracanã 1450, Muda 
Definida pelo Guia da Arquitetura Eclética no Rio de Janeiro (Casa da Palavra, 2000) como pertencente ao estilo neocolonial luso-brasileiro, a Escola Soares Pereira foi construída em 1925, mas inaugurada apenas em 1927. Maria do Nascimento Soares Pereira, a matriarca da família cujo sobrenome batizou o colégio, doou o então recém-inaugurado imóvel ao Distrito Federal sob duas condições: que fosse sempre mantida a sua função educacional primária e o seu nome de "batismo".

Em 1988, a Soares Pereira passou por uma série de dificuldades por ser local de abrigo das mais de 400 famílias do Morro da Formiga que ficaram sem suas casas após a enchente que assolou a cidade em fevereiro daquele ano. Muitos dizem que os anos letivos de 1988 e 1989 foram os mais irregulares de sua história, já que a ocupação da população afetada no interior da escola interferiu bastante no cronograma das aulas.

Tombada pelo decreto 19.342 de 27 de set. 2000, não se sabe se a Escola Soares Pereira é aberta à visitação. De todo modo, vale a pena contemplá-la mesmo estando do lado de fora, pois emana ares de cidade do interior junto à típica e calorosa energia das escolas primárias. Fica na Avenida Maracanã 1450.

27 de jun. de 2014

Mariz e Barros ganha área comercial voltada à gastronomia fast food

Filial da Burger King, na Mariz e Barros com Rua Visconde de Cairu: gastronomia
fast food em peso na área.

Inaugurado há pouco mais de um ano, o novo edifício residencial da Rua Mariz e Barros, em estilo "condomínio avarandado", inovou e tem seguido o mesmo modelo implantado pelo lançamento imobiliário da Rua Nelson Mandela, em Botafogo (zona sul da cidade), que parcelou e destinou o seu térreo à locação de empreendimentos comerciais. Hoje, é um sucesso de público e referência em entretenimento nas bandas de lá, na praça próxima ao metrô.

As dependências da Catarina Doces e Salgados,
braço da Fornalha.
A ala gastronômica da Mariz e Barros, por sua vez, já conta com grandes expoentes das cadeias de fast food, como a gringa Burger King, em processo de expansão pelo Rio, além de franquias nacionais e já bem conhecidas nossas como Spoleto, Koni e a novata Catarina Doces e Salgados, que pertence à mesma rede da Fornalha, sem filial na Tijuca, entretanto. Estão previstos, ainda, a abertura de um pub e uma farmácia (mais uma!) neste complexo comercial, além do salão de beleza Lui's Coiffeur, que também já possui outra unidade no bairro, na Rua Santo Afonso.

A localização é estratégica, uma vez que a Rua Mariz e Barros é um grande pólo estudantil na Tijuca. Nas redondezas, estão o Instituto de Educação, o Instituto Isabel, o Instituto Guanabara, GPI, SENAC, Colégio pH, Colégio Militar, Pedro II, entre outros. Em frente ao empreendimento, há a presença também do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle. Nos dias úteis, tanto o Spoleto como o Koni são altamente procurados pelos estudantes da área em busca de um almoço rápido. Perto dali, na esquina com a Campos Sales, já havia um Mc Donald's e um Subway, que, pelo visto, agora estão precisando competir com os novos investidores. Vale destacar igualmente que fora do âmbito fast food, a região da Mariz e Barros já vinha se mostrando como um celeiro de boas opções gastronômicas para um público mais exigente, como o Brasa Goumert, o tradicional Salete e a segunda filial tijucana do Otto, no lugar do antigo Devassa.

Koni e Spoleto: os preferidos dos estudantes e trabalhadores no entorno.

É interessante observar como este modelo de empreendimento é uma releitura do que se praticava no processo de verticalização dos bairros lá anos 1960, sobretudo nas suas artérias principais como a Conde de Bonfim, Dias da Cruz, Nossa Senhora de Copacabana, Voluntários da Pátria etc. Essa maneira de se congregar o uso residencial com o comercial num único terreno deixou de ser usual a partir do crescimento da Barra da Tijuca, na zona oeste, que projetou, em relevância, um novo estilo de vida galgado na separação dos usos, muito embora os condomínios de lá congregassem serviços variados, como padarias, nas suas dependências.

Assim sendo, tal investimento na Mariz e Barros parece refletir uma maior otimização do uso do solo, especialmente em bairros muito adensados como a Tijuca. Essa conjunção, se for propagada em outros locais, promete ser uma alternativa viável à revitalização do espaço público por intermédio do estímulo ao comércio de vizinhança. Tomara que dê certo, pois público, já tem.

17 de jun. de 2014

Tijuca, esse bairro apaixonantemente "parado"

"Salve Tijuca", por Elli, na Rua Almirante Cochrane.

Faço pós-graduação em Planejamento Urbano pela UFRJ e, numa das aulas de Cidade e Sociabilidade, começamos a discutir sobre o jeito de ser da Tijuca. Toda essa querela se deu após a leitura do capítulo “Muda – Quando se Muda”, do livro Prosas Cariocas: uma nova cartografia do Rio de Janeiro (Casa da Palavra, 2004), organizado por Marcelo Moutinho e Flávio Izhaki.

A autora deste texto, a jornalista e atriz Bianca Ramoneda, exaltou sua relação com a Muda, onde residia – sublinhando enfaticamente a fase violenta da Tijuca, nos anos 90 e 2000 -, fazendo uma comparação com o momento em que finalmente deixou a região para morar num quarto-e-sala no Leblon. Pretendo comentar sobre esse texto em outra oportunidade, embora valha a pena destacar, diante do propósito deste post, o seguinte trecho:

"Eu tinha 18 anos, morava na Muda, pequeno bairro dentro da enorme Tijuca, onde era feita a troca de bondes. Lindo bairro pra morar, se a sua ideia for passar os dias e, principalmente, as noites dentro de casa. Como uma legítima cidade do interior, na Muda o transporte acaba antes das 22 horas e é impossível comer um salgadinho onde quer que seja, pois não há nada aberto. A Muda tem um silêncio impressionante durante a madrugada, herança da proximidade com o Alto da Boa Vista, um silêncio que só é rompido pelo latido dos infinitos cães que reagem ao som de cada folha que cai no asfalto (p. 51).”

Apesar do cenário descrito acima ser da Muda – de fato, uma cidadela pra lá de pacata entre a Tijuca e a floresta –, muita gente ainda associa essa ideia de bairro “parado” à Tijuca como um todo. “Ah, não há vida noturna na Tijuca”, apontam alguns. Mas como não, cara pálida? E a boêmia dos arredores da Praça Varnhagen? O que dizer, então, da balbúrdia dos pés-sujos da Haddock Lobo?

No entanto, entendo o que querem dizer com isso, principalmente quando esse argumento vem de um tijucano menos esclarecido: a Tijuca não é o bairro da moda. Logo, o que há de entretenimento por aqui nem se compara à diversão cosmopolita de Botafogo, esse sim o bairro vitrine do Rio, cheio de novidades, bares estilosos que abrem e fecham conforme a demanda de público, shoppings, excelentes livrarias e cinemas badalados. Paraíso do consumo cool, onde volta e meia me abasteço, é claro. Não há disso na Tijuca.

Por vezes não nos damos conta da influência impressionante que a publicidade e a mídia têm no nosso modo de viver. Neste sentido, o estilo de vida da zona sul (ou seja, o lugar que dita a moda) se impõe como padrão e, forçosamente, acabamos acreditando nessa concepção de que a Tijuca não é tão bacana assim. Daí surgem os argumentos mais ultrapassados possíveis contra este nosso vale: “bairro de gente velha e moralista”, “só tem farmácia”, “não tem praia”, “o lazer se resume ao shopping” etc.

Tá, tá, tá, tudo bem. O jeito como alguém gosta de se divertir é muito particular, não há como questionar. Se os encantos do capital são os que te cativam, é para a zona sul ou para a Barra que você, caro tijucano, deve ir mesmo. A Tijuca é prática e sem firulas, mantém a tradição, não se diversifica, com exceção do shopping center. Eu e minha família vamos sempre, há anos, no mesmo braseiro, o arrebatador Lareira, na Rua Major Ávila. Mas há quem prefira comer o mesmo galeto, e pagando talvez até mais caro, lá nesse tal de Braseiro do Baixo Gávea, lugar dos chamados trendsetters (grosso modo, termo em inglês para dizer que alguém lança moda).

A vida cultural do Centro ou de Botafogo são irresistíveis, confesso. Só que também me invade uma sensação muito esquisita quando volto desses lugares, algo que nasce e cresce dentro de mim, sempre que saio do metrô e deparo com o chafariz da Praça Saens Peña ou cada vez que um 415 cruza o viaduto Paulo de Frontin, perpassa a Praça Afonso Pena e segue reto, toda vida, até chegar à Usina. Bate uma emoção em atravessar tantas ruas queridas, tantos monumentos esplendorosos como a Igreja de São Francisco Xavier e o Colégio Marista! O encantamento com a zona sul fica pra trás.

Voltar à Tijuca, após uma noitada na Lapa, por exemplo, é retornar literalmente para casa. A gente se diverte lá e regressa sabendo que na Tijuca encontraremos o descanso e o silêncio. O afastamento necessário à vida mundana exalada pelos bairros notívagos. É como se as nossas ruas respeitassem seus próprios relógios biológicos: durante o dia, vivacidade, à noite, adormecimento. O clima de família, ainda que ultimamente visto como um valor antiquado, tempera o nosso bairro com doses irresistíveis de hospitalidade.

Vendo assim, a Tijuca pode até ser um bairro meio sem nada para fazer mesmo, mas um bairro apaixonantemente "parado".

18 de abr. de 2014

Obras no antigo externato do Colégio Marista São José estão a todo vapor

O Externato do Colégio Marista São José, na Barão de Mesquita: prestes a ser reativado.

A Tijuca, de pouco em pouco, vem resgatando as suas tradições. Após dezessete anos fechado, o antigo externato do Colégio Marista São José, na Rua Barão de Mesquita 164, será finalmente reinaugurado no ano letivo de 2015. As obras estão a todo vapor, cujo fôlego se deu a partir do momento em que os terrenos situados na parte detrás da instituição foram vendidos para uma incorporadora imobiliária, que já levantou dois novos espigões de luxo voltados para a Avenida Maracanã.

O regresso do São José para a Barão de Mesquita fomentará ainda mais a competitividade das escolas neste eixo, como o Colégio Militar, o PH (com filial, além da Rua Professor Gabizo, também na Major Ávila) e o PENSI, assim como o Pedro II e o CEFET, que ficam igualmente nestas vizinhanças.

Fundado em 1902 pelos irmãos Maristas, o Colégio Marista São José é derivado do antigo Colégio Diocesano São José, controlado, até então, pelos padres diocesanos. A primeira sede do Marista ficava no Rio Comprido, chegando à Tijuca apenas alguns anos depois em duas unidades: o Internato, em funcionamento até hoje na Usina, e esse Externato, na Barão de Mesquita, desativado desde 1997.

Dada a tradição do colégio e sua importância para o bairro e para a formação intelectual de muitos cariocas, tramitou um projeto de lei em 1999 (Nº 1067/99) cujo objetivo era o tombamento deste edifício. O decreto, no entanto, só veio a ser homologado no final do ano 2000 (Nº 19.342/2000), sob esta justificativa do deputado Carlos Dias:

As colunas clássicas do Externato em contraste às
varandas modernosas do novo condomínio.
"O Colégio Marista São José é referência cultural deste Estado, tendo contribuído na formação de diversas gerações de brasileiros, assim como o Colégio Militar, o Colégio Pedro II e o Instituto de Educação, educandários que até hoje enobrecem nossa sociedade, tão carente de boas escolas.
Nos bancos do antigo Externato São José, que ora se pretende tombar, a história da educação fluminense foi pautada ao longo deste século, sendo o próprio Colégio testemunha, personagem e palco da vida política, social, cultural e artística do estado, à guisa de exemplos singelos, registre-se que no Colégio discursou Carlos Lacerda momentos antes do atentado da Rua Tonelero; no Colégio reuniram-se bispos e religiosos durante a recente visita do Papa João Paulo II; no Colégio, durante a Segunda Guerra Mundial, foram homenageados os que, ligados àquela comunidade, faleceram nos campos de batalha; no Colégio, até nossos dias, menores carentes são acolhidos à noite, albergados nas dependências dos prédios escolares.
A mídia aventa tristemente a possibilidade de demolição do Colégio, sepultando a memória de muitas gerações de antigos alunos, degradando a já pobre cultura deste Estado, que muito precisa de centros culturais, não podendo dispensar suas histórias referências.
Assim, proponho o tombamento em tela, amparado pelo disposto nos artigos 23, inciso III e IV e artigo 216, caput, inciso IV e §1º, todos da Constituição Federal, bem como também baseado nos preceitos do artigo 322, VIII, e do artigo 324 da Constituição Estadual, cujas regras asseguram a competência da ALERJ para promover tal providência, utilizando como meio de proteção do patrimônio cultural do povo do Estado do Rio de Janeiro". 

O estado do imóvel em 2011, antes da reforma: lixo e degradação.

Houve uma tentativa, entre os anos de 2010 e 2011, de que o Externato fosse alugado para fins comerciais na área da cultura, mas tal estratégia não foi lá bem-sucedida. Àquela altura do campeonato, a sua bela calçada de pedras portuguesas já estava tomada por lixo, entulhos e ratos, sendo utilizada diariamente como ponto final de kombis piratas que faziam o caminho Saens Peña x Avenida Brasil. A retomada das obras, e o consequente retorno do São José para a Barão de Mesquita, é, sem dúvidas, motivo de festejos para os moradores da vizinhança.

12 de abr. de 2014

Escola Prudente de Moraes, uma das grandes joias arquitetônicas do bairro

Fachada eclética da Escola Prudente de Moraes, na Rua Enes de Souza

A Prudente de Moraes poderia ser apenas mais uma "reles" escola municipal do ponto de vista da imprensa se não fosse pelo polêmico episódio em que esteve envolvida no fim de 2013. A notoriedade do colégio se deu através da denúncia pelos pais dos seus alunos quanto às obras intermináveis do prédio, que se alastraram por quase um ano e meio, o que acabou culminando na transferência de 407 alunos para o CIEP Samuel Wainer que, por sua vez, já contava com seus 480 alunos originais. Ou seja, "deu ruim", como se costuma dizer.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, o "pesadelo" teria fim a partir do ano letivo de 2014, quando os alunos seriam retornados à escola da Rua Enes de Souza. E que escola, hein? Peço desculpas pela mudança abrupta de assunto, mas só quis comentar este conflito escolar como um preâmbulo ao meu discurso de admiração à beleza da Escola Municipal Prudente de Moraes.

Mesmo não conhecendo como são as suas dependências internas (pode ser que de fato estivessem carentes e, assim, necessitassem de obras), devo imaginar que a revolta dos alunos tenha sido também de natureza afetiva. Afinal, quem conhece o CIEP Samuel Wainer sabe que sua estrutura e localização não é nada aprazível, na sorumbática Avenida Heitor Beltrão, e, fora todos os transtornos, não chegaria nunca aos pés da graciosidade que é o prédio da Escola Prudente de Moraes.

Rua Enes de Souza 36
Construída em 1905, a Prudente de Moraes é uma das grandes joias arquitetônicas da nossa Tijuca, tendo entrado para o rol de bens culturais tombados do município do Rio em fevereiro de 2012. Em tempos de alta especulação imobiliária, a preocupação com o patrimônio histórico da cidade e do bairro é cada vez mais urgente, ainda que, muitas das vezes, os interesses financeiros acabem vencendo os de caráter coletivo.

O autor do projeto de lei que tombou o imóvel, o vereador Rubens Andrade, usou como justificativa o fato de que a escola possui um estilo eclético-republicano, cheio de feições neoclássicas, renascentistas e góticas, além de contar com uma "inspiração mourisca, anglo-saxônica, italiana e francesa, com as novas tendências europeias, como o art nouveau, exprimindo a internacionalização na economia e no comércio".

Além de toda a justificativa estética, o vereador também comenta sobre a preservação das diferentes concepções da educação pública discutidas e valorizadas nos tantos governos que o país já teve, o que refletiam, igualmente, "na influência na definição dos espaços destinados às realizações das práticas pedagógicas e de sociabilidade escolar".

A Escola Municipal Prudente de Moraes congrega alunos da educação infantil ao 5º ano e está localizada na Rua Enes de Souza 36, entre as ruas Bom Pastor e Desembargador Isidro. Vale a pena dar uma caminhada por essas bandas só para bisbilhotar, mesmo que pelo lado de fora, toda a imponência deste imóvel. Fica a dica!
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