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20 de set. de 2014

O novo monumento da Praça Lamartine Babo: o busto de Rubens Paiva

Mãe e filha apreciam busto de Rubens Paiva na Praça Lamartine Babo: o ex-deputado federal foi torturado no Quartel
da Polícia Militar (antigo DOI-Codi) da Barão de Mesquita em 1971

A Praça Lamartine Babo, que fica no entroncamento da Rua Barão de Mesquita com a Avenida Maracanã, foi contemplada no último dia 12 de setembro de 2014 com o busto do ex-deputado federal Rubens Beyrodt Paiva. Ele, cuja morte foi anunciada oficialmente há pouco tempo durante o depoimento do coronel reformado Paulo Malhães à Comissão da Verdade, foi preso e torturado no antigo DOI-Codi da Rua Barão de Mesquita em 1971, onde fica hoje o Quartel da Polícia Militar.

O busto em detalhes: a obra é de Edgar Duvivier
Foi essa a razão da Praça Lamartine Babo ter sido escolhida como local de implantação do busto. Rubens Paiva, em sua versão de bronze produzida pelo escultor Edgar Duvivier, fica de costas para o quartel e rodeado por um pequeno jardim de ixoras ainda embrionárias. A inauguração reuniu cerca de 100 pessoas, incluindo a filha do ex-deputado, Vera Paiva, que representou a família na solenidade.

Segundo a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Vera alegou que "o busto simboliza um pedaço do pai reencarnado" e que "todos os desaparecidos e mortos no extinto Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) deveriam ganhar monumento na praça".

Além do busto de Rubens Paiva, que tem despertado a curiosidade dos poucos transeuntes (e dos muitos pombos!) que circulam pela Praça Lamartine Babo, é ali onde há também o tributo ao próprio compositor Lamartine Babo - vulgo "Lalá", grande personalidade tijucana -, implantado na praça em junho de 1993 pela Prefeitura em celebração saudosa ao trigésimo aniversário de sua morte.

8 de mar. de 2014

Tributo tijucano ao Almirante Cochrane

Monumento ao Lord Cochrane situado no Largo Atumã, entre as ruas Santo Afonso e Almirante Cochrane

Centenas de veículos passam diariamente pelo Largo Atumã, uma bifurcação na Rua Almirante Cochrane que direciona o motorista tanto para a Praça Saens Peña como para a Rua Santo Afonso, rua contígua ao largo. Como bom passeador - e, sobretudo, pedestre -, eu diria que esse é um dos trechos mais caóticos da Tijuca hoje em dia. O espaço é pouco humanizado (não há árvores nem sombras, tampouco faixas de travessia), sem mencionar a desordem urbana em torno das kombis que fazem uso do Largo Atumã como embarque e desembarque de passageiros.

Por outro lado, poucos sabem que é nesse, hoje, desvalorizado Largo Atumã onde se encontra um dos muitos bustos e monumentos pouco célebres da Tijuca: o tributo ao Sir. Thomas Alexander Cochrane, o Almirante Cochrane, militar inglês que prestou muitos serviços à Marinha Imperial brasileira. Também conhecido como o Conde de Dundonald e Marquês do Maranhão, o lorde contribuiu expressivamente com o movimento de independência no norte do país.

O monumento foi feito através de uma base retangular de pedra cujo centro abriga uma placa de bronze circular, muito similar a uma moeda, com o desenho do almirante e os dizeres "Lord Cochrane". Logo abaixo da "moeda", outra placa informativa acerca da figura ilustre, que, como foi citado anteriormente, também dá nome à rua onde se situa o Largo Atumã.

Uma curiosidade é que esse tributo foi inaugurado em julho de 1970 pelo então governador Negrão de Lima durante a "Semana da Tijuca", um evento promovido por diversas associações tijucanas, como a ACIT e os clubes, objetivando o enaltecimento do bairro da Tijuca através de descontos nas lojas da região, concertos e concursos musicais no Tijuca Tênis Clube, desfiles de moda na tradicional Socila Tijuca (que ainda existe ali na Rua Padre Elias Gorayeb) e encontro de autoridades da época com tijucanos. Num desses encontros, um grupo de mães protestava contra o fato de que a Escola Municipal Laudímia Trota, na Rua Antônio Basílio, seria transformada em uma espécie de "centro experimental", o que possivelmente confrontaria o método tradicional de ensino ao qual seus filhos estavam acostumados.

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